quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Gruyères



Semana passada recebemos a visita de um casal de amigos muito queridos lá do Brasil. E como o tempo era curto com eles e a previsão não era das melhores, resolvemos fazer um passeio “3 em 1”: ir para Gruyères, conhecer a cidade, o castelo, a fábrica de queijos e a fábrica de chocolates Cailler. Em um dia dá pra fazer tranquilo os três lugares.

O início do passeio foi o castelo. Para chegarmos lá, passamos por uma vila medieval muito charmosinha, com as casinhas bem ao estilo suíço:


  

 
Quando a gente chega no castelo, que é razoavelmente pequeno, a gente não tem nem ideia de tudo que aconteceu lá dentro durante os séculos que se passaram. Ele data do ano 1270, vinte e um anos mais velho que a própria Suíça, quando formou a Confederação Helvética. 


  


O castelo foi moradia de pelo menos 19 condes dessa dinastia, que chegou ao fim quando o último conde, que já vinha passando por dificuldades financeiras acabou por falir. Foi então que as terras da região foram divididas entre Freiburg e Bern, os credores da época.
O castelo em si ficou com Freiburg e passou então a ser moradia dos prefeitos até 1848. Depois foi posto a venda e se tornou propriedade particular de uma família, que passava o verão por lá. Imagina só ter um castelo de veraneio :P

  


Por fim, em 1938 o cantão de Freiburg adquiriu novamente o castelo e fundou o museu. Desde então, o espaço vem sendo conservado como um todo e algumas de suas salas utilizadas para abrigar obras de artes. No quesito obras de arte, recomendo uma sala que há obras de diversos artistas contemporâneos e surrealistas. Acho o surrealismo um tipo de arte super interessante, gosto das formas, das intensidades das cores e dessa mistura de real e abstrato que ela traz. Só uma cabeça muito criativa consegue criar uma obra assim! Além disso, essa sala dá vista para o jardim à francesa (que não tinha flores!) e das montanhas (que estavam lindas com as cores do outono!)



Resolvemos que não iríamos parar para almoçar e aproveitar o máximo de tempo que ainda nos restava para conhecer as fábricas. Paramos então, para um rápido café na vilinha medieval mesmo. Mas esse café tinha uma cara diferente: era todo decorado de aliens, se é assim que eu posso dizer. É que bem na frente do bar tem um museu de aliens também (oi?), o HR Giger Museum. Acho que quem entra lá acaba sendo meio que por curiosidade, assim como no bar. Não imagino que exista alguém que vá até Gruyères que tenha como motivo principal ver este museu. 

  

  


Enfim... Com uns petiscos e uma aquecidinha lá dentro do bar, estávamos prontos para continuar. Próxima parada: fábrica de queijos – a famosa La Maison Du Gruyère!

Informações:
Castelo de Gruyères
Abertura: Abr – Out 9-18h / Nov – Mar 10-16h30
Preço: CHF 9.50 ou combinada com a fábrica de queijo CHF 14.00 (adulto)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Pelos caminhos...



Da última trilha que fizemos e que escrevi no post anterior, tirei uma foto e publiquei numa rede social. A foto foi essa:


Uma amiga muito querida comentou dizendo que a foto transmitia muitas coisas legais. Aí eu parei para analisar (e filosofar!) bem a foto e fui obrigada a concordar e fazer um paralelo com a vida.

Eu creio realmente que na vida passamos por muitas trilhas, muitos caminhos. Algumas vezes por caminhos retos, outras por alguns mais tortuosos. Algumas vezes passamos por paisagens secas, outras vezes em época de semear e outras, como nessa última trilha, passamos por época de colheita. Assim é também nossa vida. Nunca vamos passar todos os dias pelo caminho mais bonito, muitas vezes passamos por vales escuros e sombrios...

Além disso é mais do que certo, que há muitos momentos da vida que semearemos, mas a época da colheita também chegará! Pensar em caminhos e coisas deste tipo sempre me faz lembrar de um cantor que eu gosto muito e já citei aqui, que diz assim em uma música: “I will walk by faith, even when I cannot see... Well because this broken road prepares your will for me!” (“E eu vou andar pela fé, mesmo que não possa ver... Porque sei que esta estrada quebrada prepara seu querer para mim!”). E assim é a vida! Por mais que nossos olhos humanos vejam uma paisagem às vezes não muito agradável, se observarmos aos olhos de Deus, entenderemos que um caminho difícil muitas vezes nos prepara para um plano e propósito de Deus, que é perfeito!

Do mesmo modo enxergo as subidas e descidas. Houve um determinado momento da trilha que havia uma subida tão íngreme e com tantas pedras no caminho que fomos obrigados a sair da bicicleta e empurrá-la. Mesmo assim o esforço foi enorme e quando chegamos lá em cima e pude contemplar a beleza das árvores e começar a descer pela floresta. Respirei cansada e aliviada, porém realizada! Depois de um grande esforço, sempre há uma grande recompensa. A recompensa muitas vezes não é como e quando a gente espera, mas no tempo de Deus a receberemos! “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3.1)

Além disso, na foto há também placas. A Suíça tem mais de 60 mil quilômetros de trilhas sinalizadas, então é só escolher uma trilha e seguir as placas tranquilo, que você não se perde.  Na nossa vida, também somos obrigados a seguir por algum caminho, a decidir qual trilha iremos seguir. Em tudo: na vida profissional, sentimental, nas amizades. Todos os dias fazemos novas escolhas e seguimos novas placas. Temos a liberdade de escolher se vamos permanecer onde estamos, se vamos seguir em frente, ou se mudaremos a direção. Quando decido, diariamente qualquer uma dessas opções, entrego, primeiramente meu caminho escolhido para Deus, pois sei que Ele cuidará do que acontecerá a seguir! “Entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele e Ele tudo fará.” (Salmos 37.5)

Por fim, ainda se vê na foto as duas bicicletas! E isso me remete ao casamento :) Eu já escrevi aqui que defendo demais o casamento e não acredito de forma alguma que seja uma instituição falida. Pelo contrário, o casamento é uma bênção de Deus! E trilhar uma vida juntos, pelos altos e baixos, por todas as estações, definitivamente é melhor do que fazer tudo isso só! Por isso agradeço todos os dias pela amizade, amor e companhia do meu marido, sei que isso vem de Deus. “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá que o levante. Também, se dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras são se rebenta com facilidade.” (Eclesiastes 4.9-12). Amo estar casada!

Que possamos sempre ter sabedoria ao trilhar nossos caminhos e alegria de colher aquilo que um dia plantamos! Que Deus esteja sempre conosco nesse caminhar!

domingo, 7 de outubro de 2012

Dias de outono


Outono é uma das minhas estações prediletas – o clima já é mais ameno, ou seja nem friozão de temperaturas negativas, nem calorão escaldante, dá pra se vestir bem aconchegante, é confortável andar por aí.... Além claro, das paisagens. Gosto do outono porque a natureza vai mudando bem na sua cara – folhas antes verdinhas começam a mudar de cor, cair no chão... Eu não me canso de admirar a beleza do outono!


No último sábado, saímos para dar mais umas voltas de bicicleta (estamos ficando bons nisso!), em uma trilha cheia de videiras. Agora é exatamente a época que se inicia a colheita das uvas para produção de vinho, então as parreiras estavam carregadas, coisa linda de se ver!

Trilha terminada, 20km depois... Agora é só curtir e relembrar a beleza das paisagens!













segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Andando por aí - Slow up



Outono já chegou, temperaturas caindo pouco a pouco, paisagem mudando.... Assim é o ano por aqui, a cada estação tudo mudando. Só o que não muda é a disposição dos suíços de praticarem atividades ao ar livre e isso é uma coisa que prezo e acho muito legal. Aliás, já estava com saudades de praticar alguma atividade desse tipo, a última trilha que fizemos foi láaaa em julho. 

E pra matar as saudades, hoje resolvemos participar de um festival que estava acontecendo no cantão de Schwyz (que até então não conhcia): o Slow up.
O Slow up consiste num festival um pouco diferente: ele ocorre em diversos cantões e cidades da Suíça entre os meses de abril e setembro, onde 30km de estradas, ruas e vielas são fechadas para o trânsito normal. Assim, você pode se divertir de bike, patins, patinete ou mesmo andando e curtindo pelo caminho as belas paisagens e as pequenas paradas que existem – desde os patrocinadores com amostras grátis (como Rivella, Migros, entre outros) até barracas de comidas e bebidas (claro com a tradicional Bratwurst!) e com músicas típicas. Há também paradas onde é possível fazer algum pequeno reparo em sua bicicleta, de graça.

Começo do nosso percurso

Parada para comer, com música típica suíça....
... o Jodel

 
 
Barraquinha da Swissmilk, com leitinho quente de graça e maças no cesto a frente, também grátis

O dia hoje não estava dos melhores e acabamos chegando um pouco tarde, mas mesmo assim aproveitamos uns 15km, quando a garoa começou a apertar para uma chuvinha que gelava o rosto com o vento! Ainda assim, o Slow up no cantão de Schwyz, que foi o último deste ano contou com cerca de 12.000 pessoas participaram do evento. Assim como disse lá em cima, não tem tempo ruim pra suíço não!



O circuito de 30km  fazia o itinerário das cidades: Ingenbohl-Brunnen, Schwyz, Lauerz, Goldau e Steinen. O percurso, que contava com muitas famílias aproveitando o domingo juntas, tinha uma paisagem linda e mega típica súiça: campos, vacas, casinhas com flores, lago.... Como é bom poder desfrutar de tudo isso!



Apesar de termos andado só 15km, essa semana ainda me lembrarei do passeio – por ter sido tão bom e pelas pernas que vão doer por no mínimo mais uns cinco dias!

Informações úteis:
www.slowup-schwyz.ch 
www.slowup.ch