quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Malá Strana e Castelo de Praga

Antes de visitar o “Pequeno Quarteirão” (ou Malá Strana), obrigatoriamente passamos pela Ponte Carlos, outro ponto turístico – hoje atualmente é uma passagem de pedestres somente (com muito turista, diga-se de passagem), mas já comportou tráfego de carruagens em outros tempos. Foi erguida sobre o Rio Vltava em 1357, pelo Rei Carlos IV. Por ela, você vai encontrar diversas estátuas, além de músicos, vendedores de souvenirs, etc. E claro, uma vista linda para onde quer que você olhe: de um lado a cidade velha com suas enormes torres e de outro para o Castelo de Praga.


Nós, na ponte Carlos
De um lado, com vista para as torres
e a Cidade Velha 
De outro, com vista para o Castelo lá no fundo

Pausa pra comer uma maçã gigaaante sobre a ponte
O Malá Strana é um bairro muito aconchegante, acho que a parte que mais gostei da cidade, onde pudemos subir uma rua (bem conhecida também, chamada Nerudova) bem simpática, cheia de comércio, bares e restaurantes.


Pra onde ir?!
Um dos inúmeros bares na rua Nerudova
Na praça central desse bairro fica a Igreja de São Nicolau (sim, outra Igreja com o mesmo nome), também em estilo barroco, que teve sua construção iniciada em 1703. Nessa Igreja entramos um dia antes do tour, e vou falar que vale muito a pena. Que Igreja linda! Uma riqueza de detalhes impressionante, com pinturas, inúmeros detalhes em ouro maciço, um órgão de tubo enorme, um cúpula que até dói o pescoço pra conseguir ver o teto. Vale a pena visitar.


Igreja de São Nicolau
Detalhes das pinturas e ouro dentro da Igreja
Órgão de tubo todo ornamentado em ouro
Finalmente, subindo a rua Nerudova, chegamos ao famoso Castelo de Praga, o maior do Mundo, que teve sua construção iniciado ainda no século IX pelo príncipe Borijov (inclua-se aí e em outras palavras checas muitos acentos circunflexos de ponta cabeça...) Claro que ao longo do tempo, ele foi sendo modificado. Na verdade, o Castelo é mais um conjunto de prédios, Igrejas e jardins. Lá o presidente ainda tem um gabinete e a cada hora há a troca de guardas.

Uma das entrdadas do Castelo
Nós, já dentro do Castelo
Outra entrada do Castelo
Lá dentro, se encontra a Catedral de São Vito que é tão imensa que quase na cabe nos olhos.








De lá do Castelo, há uma vista magnífica da cidade:



Depois, fomos descendo umas escadas e apreciando a paisagem...


Depois de conhecer o Castelo, ainda andamos de barco pelo rio Vltava - já estava incluído no pacote; foi muito bom porque pudemos apreciar a vista da cidade do rio e dar um descansinho merecido às nossas pernas que já haviam andando tanto...



A última parte do passeio por Praga foi um tantinho estressante: lá do Castelo, vimos que existia uma “mini Torre Eiffel” em um morro não muito longe dali e a guia disse que só precisávamos comprar um ticket de transporte normal que daria direito também a pegar um Funicolarezinho. Eis o ticket:




Quando olhamos na parte direita dele, vimos o “60 minutos” e pensamos: vamos subir, dar uma olhada, o Jr até subiu na torre e desceu rapidinho e descemos com o mesmo ticket. E foi isso que fizemos. Masss... Quando chegamos lá em baixo, tinha um fiscal controlando e foi aí que ele nos disse: “o tempo já tá esgotado, vocês deveriam ter comprado outro bilhete...” O que valia nele na verdade, era o tempo de 30 min, que está escrito no lado esquerdo. Pô, com esse monte de palavra estranha e ninguém nos avisou nada.... Desculpa aí senhor, mas não tinha como adivinhar... Mas o simpático senhor não quis nem saber e assim, depois de um tempo de conversa, levamos uma multa só de 100 Euros. Depois no hotel pesquisando, descobrimos que precisávamos comprar bilhete de meia entrada para andar com nossas malas nos ônibus. Ninguém falou isso pra gente. Mas se tem a fiscalização ninguém vai querer saber, né?! Isso me chateou um pouco, pelo fato de ser uma cidade tão turística, creio que eles deveriam orientar melhor isso. Fica a dica...

Bom... O que posso concluir com toda essa viagem...
- Praga é uma cidade extremamente bonita e com muita história pra contar.
- Me entristeceu o fato de ver tantas Igrejas serem só museus ou locais de orquestras (a maior parte da população hoje lá é ateísta – reflexos do ex-comunismo...) e não mais um local para falar sobre Deus...
- Atenção com bilhetes de transportes públicos! Lição para todos os outros países que ainda vamos conhecer...
- Foi pouco tempo pra tanta informação! Definitivamente, voltaremos aqui mais uma vez!

sábado, 15 de outubro de 2011

Praga - Cidade Velha

Depois de passar a parte da manhã conhecendo o castelo,  a tarde resolvemos conhecer um pouco de Praga por nós mesmos, já que no dia seguinte tínhamos fechado um pacote de um tour pela cidade – com tanta história pra contar, achamos que poderia valer a pena. Na verdade, fazer um tour desse tipo tem seus prós e contras: foi bom porque a guia falava espanhol (facilitando assim a vida de nossos pais), mas era checa, então pudemos descobrir e entender muito da história do país (e que história!), que certamente não saberíamos se estivéssemos sozinhos ou somente com nosso guia de bolso. A explicação dos detalhes de cada monumento e da história por trás deles é muito interessante. É tanta coisa que a cabeça acaba até esquecendo de algumas coisas depois. Por outro lado, optar por um tour desses acaba nos deixando um pouco presos, porque deixamos de entrar em alguns lugares que gostaríamos a até mesmo para tirar fotos, tivemos que correr um pouco.

Começamos pela Praça da Cidade Velha (Staromestské námestí), que por si só é uma atração a parte. Fiquei abismada com a quantidade de turistas que encontrei por lá. Nessa praça, tem muitos restaurantes com as mesas pra fora, comércio, além do monte de carruagem que leva as pessoas pra fazer um passeio pela cidade. De lá, podemos ver o monumento de Jan Huss, um reformador checo (isso mesmo, da Igreja Reformada) que foi acusado de heresia e queimado vivo em 1415.  

Vista da Praça da Cidade Velha
Desse mesmo ponto, vemos a Igreja de Nossa Senhora Diante de Týn, com suas torres enormes, que foi construída a partir de 1365, em estilo gótico e que tem uma entrada um tanto quanto escondidinha – o acesso se dá por um corredor que se inicia sobre o pátio de uma das edificações vizinhas. Isso ocorreu porque a Igreja surgiu pequena e com o tempo foi sendo ampliada.

De dia...
E de noite, lindíssima!
Na praça ainda, vemos a Igreja de São Nicolau, em estilo barroco, que atualmente tem seu espaço utilizado para concertos.

Vista da Igreja de São Nicolau da torre do Relógio Astronômico
Impossível estar na mesmíssima praça e não se deparar com o Relógio Astronômico, que foi projetado Hanus, que diz a lenda ter tido os dois olhos queimados a mando do rei Wenceslau (que por sinal, foi muiiito mau!) para que não projetasse outro relógio igual no mundo. O relógio basicamente é dividido em três partes: um mostrador astronômico que representa a posição do Sol e da Lua no céu; a Caminhada dos Apóstolos, que nada mais é do que os Apóstolos passando por duas janelinhas; um mostrador-calendário com medalhões representando os meses.


Quando a hora se completa, as duas portas se abrem, os apóstolos vão passando e simultaneamente três figuras (uma se olhando no espelho, outra com a mão no bolso e outra tocando um instrumento) fazem um “não” com a cabeça, enquanto um esqueleto puxa um sino e faz um “sim” com a cabeça, simbolizando que os homens não querem morrer, mas a “morte” diz que sim, todos passarão por isso – cada segundo passado é um passo a mais para nos aproximarmos da inevitável morte.

Lá da torre, com a Igreja de Týn ao fundo


Da torre, com o Castelo ao fundo

Em Praga há também o famoso bairro judeu (Josefov) que existe desde a Idade Média, quando a comunidade judaica vivia confinada num gueto. Por lá existem várias Sinagogas, dentre elas a mais famosa, chamada Staronová (que eu gostaria muito de ter entrado, mas não deu tempo – contras de um tour)... Há também um cemitério judaico que é sim ponto turístico – durante mais de 300 anos este foi o único local onde os judeus podiam ser sepultados, e devido à falta de espaço, eram enterrados uns sobre os outros, formando mais de doze camadas de corpos. Também não passamos por lá, uma pena.


Sinagoga no bairro judeu
O almoço desse dia foi um programa a parte, pois fomos em um restaurante da época medieval, que foi mais ou menos conservado como era – ele fica num subsolo, é iluminado só por luz de velas e tem todo o estilão, inclusive musiquinha medieval. 




Depois do nosso super almoço medieval, continuamos com os passeios...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Praga - Chegada e Karlstein

Nossa primeira viagem em família fora da Suíça foi para República Tcheca – Praga.

O Jr e eu já queríamos conhecer Praga há um certo tempo, primeiro porque já havíamos visto muita foto de lá e havíamos gostado e depois porque muitas pessoas com quem falávamos sobre Praga, sempre diziam que era uma das cidades mais bonitas da Europa. Então, pensamos nós – uma cidade linda e que não deve ser tãaao turística assim (tipo não com a quantidade de gente que há em Paris, por exemplo), será perfeito para ir com nossos pais.

Chegamos em Praga no finalzinho da tarde de sábado, fomos para o hotel utilizando transporte publico, que foi tranqüilo e pontual. Ficamos numa região que ficava cerca de uns 3km do centro, nada absurdamente longe. Mesmo nesse bairro que ficamos, tive um pouquinho da sensação de que estava no centro de SP – muitos edifícios pichados, alguma sujeira e uma quantidade enorme de carros nas ruas! E diga-se de passagem, eles não dirigem muito defensivamente não, várias vezes me preocupei em atravessar um farol e um doido fazer uma curva e se descontrolar.

O hotel que ficamos foi ótimo, tinha acabado de ser reformado, então tudo estava novinho. Achei uma ótima relação custo-benefício, pois apesar de não ter café da manhã, estava bem localizado e foi confortável. No check-in do hotel, o recepcionista nos alertou sobre o cuidado que deveríamos ter com nossas carteiras e bolsas, porque pequenos furtos são freqüentes lá. Isso foi uma coisa um pouco chata, pois toda hora tínhamos que ficar alertas com as pessoas que passavam por nós.

Enfim... No final do sábado nos decidimos pelas coisas que faríamos nos próximos dois dias por lá antes de partir para a Itália e só jantamos perto do hotel mesmo.

Eu e o papis, tomando uma cerveja tcheca

No dia seguinte, fomos para Karlstein (ou Karlstejn), um castelo que foi construído a uns 30km de Praga pelo rei Carlos IV, em  1348 e que serviu não para moradia, mas sim para guarda de jóias e tesouros reais e outras relíquias sagradas. Tem até uma capela lá dentro onde existem jóias cravejadas nas paredes até hoje. Isso é que é poder, né?! Construir um castelo destinado só para esse fim... Foi um passeio muito gostoso, adoro saber desse tipo de história e estar nesses lugares que foram construídos há tantos anos, fora a vista linda que tivemos para uma floresta. 

Nós!


Tá vendo aquela coisinha de madeira lá no alto?
 Era o banheiro deles - só com um buraquinho
 pra necessidades caírem ao ar livre...

Vista linda pra floresta

Tem coisa melhor que estar com a
 família num lugar lindo?!


Castelo Lindo!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Berna


Como havia falado no Post anterior, vou continuar falando um pouco da viagem com nossos pais aqui. E se tem alguns lugares especiais pra falar aqui da Suíça, com certeza Berna está no roteiro.



Diferente do que muita gente pensa, não é Zurique a capital da Suíça, mas sim Berna. A primeira vez que conheci Berna foi quando minha irmã esteve aqui, e naquela época não sei porque, mas achei uma cidade tão bonita quanto outras aqui da Suíça. Tive ótimas lembranças lá, como ver a Gabi se divertindo loucamente com outras crianças na praça em frente ao Parlamento, onde tem umas fontes de água que saem do chão.



Olha a linda da Gabi se divertindo em frente ao
Parlamento em maio

Dessa vez, resolvi ir novamente com os pais para lá, e posso falar?! Acho que estou me apaixonando por Berna! Que cidade linda e encantadora!  A cidade é Patrimônio Cultural Mundial da UNESCO, por conseguir manter seu patrimônio medieval urbano por séculos. Foi fundada em 1191, em 1353 tornou-se o oitavo cantão da Confederação Suíça e só em 1848 tornou-se a capital Suíça. Foi lá que Albert Einstein desenvolveu sua Teoria da Relatividade.


Mas curiosidades a parte, vamos ao tour: chegamos lá por volta das 11:30h, a estação é consideravelmente grande; fomos ao Tourist Information, pegamos algumas informações e iniciamos o passeio. Começamos por uma praça que tinha uma feira livre maravilhosa, acho incrível como alimentos em geral são mais bonitos aqui na Suíça. Dá vontade de comer tudo! Lá, assim como em Basel também tem barracas de queijos, flores, antepastos e etc. Logo depois dessa praça, demos de cara com uma praça e o Parlamento na frente. Foi onde a Gabi se divertiu da outra vez!


Parlamento

Continuamos seguindo o passeio, o centro é muito bonito, bem diferente de Basel; é um pouco engraçado porque a rua parece um calçadão, mas lá passa Tram e Ônibus e se você não fica atento, corre o risco de ser atropelado! No decorrer dessa rua há fontes com estátuas coloridas (todas com água própria para consumo). Outra coisa que achei característica de Berna são os “porões” (não sei se são exatamente porões, mas certamente serviram pra outra coisa no passado) que hoje são comércio.
Centro de Berna, com o relógio ao fundo


Detalhes do relógio astronômico


Andando por essa rua, nos deparamos com um relógio grande numa torre, e logo abaixo dele, outro relógio astronômico com hora solar; ao lado dele, estão figuras mecânicas: a três minutos antes de completar a hora, o galo canta pela primeira vez. E ele o fará por três vezes como na frase dita por Jesus Cristo para São Pedro: 'Antes que o galo cante, você me negará por três vezes'. Depois o bobo da corte toca os sinos e os ossos, nos pés de Cronos e também giram. O galo canta de novo e no passar da hora Cronos gira o relógio de areia que ele carrega na sua mão, conta as batidas do sino movendo a sua boca e o cetro que ele carrega na outra mão. Com o terceiro canto do galo termina o espetáculo. O mecanismo que opera este relógio é o original (do século XVI), que foi conservado até os dias de hoje. Chegamos alguns minutos depois disso tudo ter acontecido, uma pena!



Chegamos à Catedral de Berna, uma Igreja com uma torre imensa (que estava sendo restaurada), com uma riqueza de detalhes de impressionar!

Dentro da Catedral, há um órgão de tubo gigantesco com detalhes em ouro e que estava sendo tocado no momento que entramos. Escutar aquele som dentro daquela Igreja com um cúpula tão alta e respirar toda aquela história foi emocionante.

Catedral
Detalhe da porta principal da Catedral,
encenando o Juízo Final
Sua construção foi iniciada em 1421, e em 1528 (na época da Reforma, que tinha sido iniciada em 1517) ainda não tinha sido concluída. Os protestantes decidiram continuar com as obras, mas a Igreja foi terminada somente em 1893. A torre da Catedral é a mais alta do país e conta com 254 degraus. Acabamos não subindo dessa vez, mas com certeza quero voltar lá com o Jr.
Dentro da Catedral,
com o órgão de tubo gigantesco ao fundo

Depois de lá, passamos por uma ponte chamada Nydeggbrücke que corta o rio Aare (ele faz um tipo de um “U” na cidade) e que tem um vista espetacular inclusive nesta época de outono onde as folhas formam um colorido incrível.
Mamis e Sogrinha
Euzinha, sobre a Nydeggbrücke


Logo depois da ponte, chegamos ao Bären Park (ou Parque dos Ursos, em português). O urso é símbolo do cantão de Berna, e diz a lenda que o duque fundador da cidade disse que a cidade receberia o nome do primeiro animal caçado, que claro foi um urso. Essa lenda foi preservada e hoje ainda existem ursos nesse parque que beira o rio Aare. Conseguimos ver dois ursos fofíssimos tomando banho e depois aproveitando o dia de Sol.


Olha os ursos fofíssimos,
aproveitando o dia de Sol

Depois de uma pausa no Bären Park, iniciamos a subida ao Rosengarten, um jardim de rosas que tem uma vista incrível da cidade. Apesar de estarmos no outono, ainda conseguimos ver muitas rosas e fiquei imaginando o que seria aquele lugar na primavera. Amei! Não fui lá da outra vez que visitei Berna.


Vista da cidade, subindo pro Rosengarten
Parece um quadro!

Após todo esse tour, percebemos que estávamos famintos, e então resolvemos parar para o almoço. Encontramos um restaurante com um menu com direito a sopa, salada, prato principal e sobremesa por 23 Francos. Tudo uma delícia!

Depois de encher a barriga, resolvemos visitar nosso último ponto: Gurten, um parque que fica a 864m e precisa de um Tram (número 9) e um Funicolare para chegar lá. Um parque muito bonito, com uma vista para a cidade deslumbrante. Só estava esperando ver uns Alpes de lá, mas o tempo estava meio com neblina, então a visibilidade não foi tão boa... Mas não tem problemas, com certeza quero voltar lá com o Jr!
Vista da cidade do Gurten


Berna, sua linda! Pode me esperar por mais vezes!